3-COMO FAZER O TRATAMENTO DA ASMA

O QUE É BRONCOCONSTRIÇÃO?
Broncoconstrição é outro termo com o qual as pessoas com asma tornam-se familiarizadas. O prefixo "bronco" refere-se aos brônquios que se ramificam a partir da traquéia, descendo para os pulmões e que servem de via para o fluxo de ar."Constrição" refere-se à contração dos músculos que envolvem as vias aéreas.
 
Durante uma crise de asma, os músculos que envolvem as vias aéreas se contraem, estreitando a passagem de ar para dentro e fora dos pulmões. As vias aéreas também se tornam mais inflamadas e obstruídas com muco. Isso pode levar ao chiado, tosse, opressão torácica e falta de ar.
 
O QUE É INFLAMAÇÃO CRÔNICA DOS BRÔNQUIOS?
A inflamação crônica dos brônquios é um componente fundamental que ocorre na asma. O interior das vias aéreas fica avermelhado, edemaciado (inchado) e bastante sensível a certas substâncias inaladas, tais como fumaça de cigarro, pólen e ácaros de pó doméstico, entre outros. Esse aumento da sensibilidade das vias aéreas leva às crises periódicas.
 
Pesquisas mostram a asma não tratada e que apresenta crises repetidas pode levar a inflamação e constrição persistente das vias aéreas e deterioração gradual da função pulmonar com o passar do tempo, podendo chegar ao ponto dessa situação não se reverter mais mesmo com os medicamentos.

QUAIS AS MEDICAÇÕES PARA TRATAR A ASMA?
As medicações usadas para o tratamento da asma estão divididas em duas categorias: medicações de alívio e medicações de controle.

MEDICAÇÕES DE ALÍVIO. As medicações de alívio são usadas para rápido alívio dos sintomas durante as crises. Essas incluem broncodilatadores inalatórios de curta ação. As medicações de alívio dilatam as vias aéreas rapidamente, proporcionando alívio dos sintomas. Os medicamentos de alívio não têm efeito NO curso da doença em longo prazo e por isso devem ser utilizados somente quando necessários.
 
MEDICAÇÕES DE CONTROLE. As medicações de controle, também denominadas "de prevenção", são tomadas diariamente, em longo prazo, para alcançar e manter o controle da asma persistente. Essas incluem agentes antiinflamatórios e broncodilatadores de longa ação.

Os antiinflamatórios atuam prevenindo e suprimindo a inflamação das vias aéreas. Com isso reduzem a sensibilidade das vias aéreas aos fatores desencadeantes das crises. Broncodilatadores de longa ação não revertem a inflamação, mas dilatam as vias aéreas de maneira prolongada.
 
O uso freqüente de medicações de alívio não controla os sintomas da asma. O uso aumentado de medicação de alívio pode ser um alerta para o agravamento da asma ou pode indicar a necessidade de iniciar ou modificar o tratamento com os medicamentos de controle, o que deve ser orientada por um médico. Da mesma forma, quando não se consegue obter uma resposta rápida à com a medicação de alívio durante uma crise, deve-se contatar o médico ou procurar o pronto-socorro imediatamente.

O QUE É O CONTROLE DA ASMA?
De acordo com a Global Initiative for Asthma (GINA), principal órgão internacional que reúne os estudos sobre a asma e elabora diretrizes de tratamento, os pacientes que apresentam um dos itens listados abaixo pelo menos uma vez nas últimas quatro semanas são considerados como “não-controlados” e precisam de reavaliação médica:
1.      Sintomas diurnos mais de duas vezes por semana;
2.      Qualquer despertar noturno causado pela doença;
3.      Uso de medicamentos para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana;
4.      Se a asma estiver limitando as suas atividades cotidianas.
 
Se você que tem asma e se identificou com qualquer destas afirmações, procure seu médico para entender se seus sintomas realmente não estão controlados e busque o tratamento adequado para melhorar sua qualidade de vida. É possível conviver bem com a asma, desde que o paciente consiga reconhecer e tratar a doença adequadamente, e o papel do médico neste processo é importantíssimo.

COMO CONTROLAR A ASMA TODOS OS DIAS?
Se uma pessoa tem asma, ela terá o tempo todo - mesmo quando estiver se sentindo bem. Como alguém que tem hipertensão ou diabetes, o asmático precisa fazer o tratamento de manutenção mesmo quando está bem exatamente para prevenir o aparecimento das crises. A asma é uma doença crônica, como a diabetes e a hipertensão arterial, que necessita de medicação e acompanhamento ao longo de todo o ano e não somente nos momentos de crise de falta de ar. A crise de falta de ar é um indicador que o asmático não possui a sua doença sob controle e que ele necessita reavaliar o tratamento com o seu médico.

Para aumentar a conscientização dos erros em relação a asma é preciso que o paciente aprenda a ficar atento aos seus sintomas – tanto para diminuir as limitações no dia a dia, quanto para perceber se a asma está mesmo controlada. Deve-se também manter o ambiente domético e profissional livre dos fatores desencadeantes das crises, como os alérgenos (poeira, pó, ácaros), fumaça de cigarro e a presença de animais.

O QUE É ADESÃO AO TRATAMENTO?
Adesão significa tomar a medicação como foi orientada pelo seu médico. Um grande número de pacientes não toma os remédios como o recomendado, o que resulta em um tratamento insatisfatório. Estudos internacionais mostram que nem 5% dos asmáticos possuem sua doença controlada. No Brasil, esse índice não alcança 3%.
 
A asma é uma doença crônica que requer tratamento contínuo para suprimir a inflamação em longo prazo e ajudar a prevenir as crises de asma. As medicações de alívio devem ser utilizadas somente para alívio em curto prazo. Não se deve utilizar os medicamentos de alívio para tratamento prolongado.
 
Como as medicações para a asma podem ser administradas tanto por inalação como por via oral, é importante conhecer o uso apropriado dessas drogas e os dispositivos que as administram. É importante discutir com seu médico o modo de funcionamento do dispositivo e a técnica inalatória apropriada. Clique no link abaixo e assista ao vídeo sobre como usar adequadamente os inaladores

 
 
MONITORIZANDO A ASMA
Um medidor de pico de fluxo expiratório (PFE), também conhecido como “peak flow”, é um dispositivo manual usado para avaliar a capacidade respiratória dos pulmões. Este pequeno aparelho, que é possível se ter em casa, avalia o fluxo de ar que a pessoa é capaz de expirar em um sopro único e rápido. Ele auxilia as pessoas com asma a controlar a eficácia de seu tratamento e saber se estão ou não em risco de sofrer uma crise. Isso possibilita uma intervenção medicamentosa precoce.
 
Medindo o seu pico de fluxo expiratório regularmente e mantendo um registro das leituras diárias, você pode estabelecer quais são os seus valores normais de “peak flow” e manter-se a par de quaisquer mudanças em sua função pulmonar.
Aparelho para realização de "Peak Flow"


Aparelho eletrônico para avaliar o "Peak Flow"
 

POR CONTA DOS MITOS RELACIONADOS À ASMA, MUITOS PACIENTES CRIAM LIMITAÇÕES DESNECESSÁRIAS ÀS SUAS ROTINAS?
Os pacientes com asma, ou os seus familiares, muitas vezes impõem limites desnecessários aos asmáticos, como restringir as suas atividades físicas e sociais: restringem a prática de esportes, impede-os de tomar bebidas ou alimentos gelados, impedem de sair sem camisa, dormir com janela aberta ou tomar chuva, por exemplo. É comum pais chegarem ao consultório solicitando atestado médico para o filho com asma não realizar aulas de educação física na escola, e precisamos orientá-los que a atividade física é benéfica ao paciente com asma. O asmático, desde que sob o uso de sua medicação regular e com a doença controlada, pode realizar todas as atividades que uma pessoa que não tem asma faz.


É POSSÍVEL TER QUALIDADE DE VIDA CONVIVENDO COM A ASMA?
Não é por conta da asma que o paciente não pode ter boa qualidade de vida. Se mantiver o tratamento regular ao longo de todo o ano e a doença sob controle, é possível ter uma vida normal como a pessoa que não tem asma, sem qualquer limitação. Há inúmeros campeões olímpicos de modalidades variadas do esporte que têm asma, como as celebridades da natação Mark Spitz e Fernando Scherer, que desenvolvem as suas atividades sociais e profissionais normalmente sob o tratamento regular. Da equipe de 597 atletas dos EUA nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, 67 (11,2%) eram asmáticos participantes das mais variadas formas de esporte, sendo que estes obtiveram cerca de 41 medalhas, 15 de ouro, 20 de prata e 6 de bronze. Dos 699 atletas que participaram dos Jogos Olímpicos em Atlanta no ano de 1996, e que responderam ao Questionário de Avaliação Médica do Comitê Olímpico dos EUA, 107 (15,3%) relatavam um diagnóstico prévio de asma e 97 (13%) informavam a utilização de medicamentos para a asma.

Deve-se sempre consultar seu médico quando perceber qualquer piora na frequência dos sintomas para se avaliar se a medicação em uso está adequada ou necessita de ajustes. Deve-se, mesmo sob o tratamento, evitar os principais fatores que precipitem a crise de asma, como a exposição a poeira, fungos, poluição ou fumaça do cigarro.


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