4-COMO PREVENIR A ASMA

COMO PREVENIR AS CRISES DE ASMA?
Por ter as vias aéreas mais sensíveis do que a maioria das pessoas, o asmático está mais propenso a apresentar uma crise mesmo se estiver se sentindo bem e sob controle com medicação prolongada.
 
O tratamento precoce da crise é a melhor estratégia para controlá-la rapidamente. Por isso, é importante que o asmático seja previamente preparado para lidar com a possibilidade de uma crise. Isso significa ser capaz de reconhecer os sintomas precoces que alertam para a crise, incluindo a piora do PFE, e ter um esquema de tratamento por escrito para orientá-lo nesse momento.
 
Uma pessoa em crise de asma deve procurar auxílio médico imediato nessa situação ou no caso de falta de resposta às suas medicações.
 
RECONHEÇA OS SINAIS DE ALERTA
Os sinais de uma crise de asma podem surgir dois dias antes do episódio real. Isso oferece a oportunidade à pessoa tomar precocemente as medicações necessárias para o controle da crise ou consultar seu médico para aconselhamento sobre o melhor esquema de tratamento. Existem hoje medicamentos para tratamento de manutenção que também podem ser utilizados em momentos de crise.
 
RELAÇÃO ENTRE ASMA E RINITE ALÉRGICA
A asma é uma doença que está muito associada à rinite alérgica: cerca de 70% dos asmáticos possui também rinite. Os mecanismos pelos quais as duas doenças se desenvolvem são semelhantes e os fatores desencadeantes que levam à asma também descontrolam a rinite. É muito comum se observar na prática o paciente primeiro se queixando dos sintomas nasais e em seguida apresentar os sintomas asmáticos.
 
O controle da asma está diretamente relacionado ao controle também da rinite alérgica. Quando existe esta associação, o tratamento de ambas as doenças deve ser realizado simultaneamente para se obter melhores resultados. Dificilmente se obtém o controle da asma sem o controle concomitante da rinite alérgica.
 
O tratamento da rinite também pode ser realizado pelo pneumologista e envolve o uso de medicamentos de alívio imediato e de controle, de modo similar ao preconizado para a asma. Os princípios ativos de alguns dos medicamentos utilizados para rinite são semelhantes aos utilizados para asma, modificando apenas a dose, o dispositivo e o meio de aplicação.

 

Rinite

RELAÇÃO ENTRE ASMA E OBESIDADE
A asma, a rinite alérgica e a obesidade são problemas de saúde pública em nível mundial. Em anos recentes observou-se uma associação entre o Índice de Massa Corporal (IMC)* e a asma. Existem poucos estudos sobre o assunto, o que não permite ainda se ter explicações definitivas. A hipótese que existe para explicar isso é que o IMC alto não somente possa constituir um fator de risco para a asma, mas também que a vida sedentária do asmático poderia levá-lo a um aumento do IMC.  Ainda que não exista evidência significativa, recomenda-se que se procure o médico caso haja asma e obesidade, com o objetivo de se tratar adequadamente.
 
* IMC: relação entre o peso e a estatura de uma pessoa com o fim de se calcular se existe sobrepeso (IMC entre 25-29,9) ou obesidade (IMC>30).
 
CONTROLE AMBIENTAL
As crises de asma ocorrem quando os fatores desencadeantes (alérgenos) como o pó, ácaros, caspa de animais, esporos de mofo, pólen, etc. entram em contato com as membranas mucosas do nariz, olhos ou brônquios.
 
“Controle ambiental” são todas as medidas destinadas a eliminar do meio ambiente do paciente os fatores desencadeantes. Estudos realizados pela Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia confirmaram a relação entre a presença no meio ambiente de baratas, animais de estimação e ácaros com a piora da asma.
 
A fumaça do cigarro também é um importante fator de irritação das vias aéreas e desencadeante de crises. Orienta-se para que nenhuma pessoa fume dentro da casa onde vive um asmático. Isso não significa dizer que se pode fumar apenas em determinados quartos ou quando o asmático não se encontra em casa, pois o ar de todos os ambientes se mistura e o asmático sentirá os seus efeitos mesmo assim.
 
QUEM TEM ASMA PODE TER ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO?
A maioria das pessoas pensa que um dos principais desencadeadores da asma é o pêlo dos animais de estimação nas casas. No entanto, a caspa (escamas da pele), a saliva, a urina e as penas são as substâncias que podem provocar reações alérgicas.
 
O pêlo dos animais em si não representa nenhum problema, mas o ponto é que ele pode acumular ácaros, pólen, mofo e outras fontes de alergia. Também qualquer outro animal de estimação que vive numa gaiola (como pássaros ou ratos) produz excrementos que podem atrair mofo e ácaros.
 
Mesmo certas raças de cachorros e gatos, que apresentam poucos pelos, podem desencadear crises de asma porque, como foi explicado acima, o pelo não é o principal fator desencadeante.
 
Estes alérgenos são transmitidos pelo ar, e podem ser dispersos através dos sistemas de aquecimento e ventilação da casa. Inclusive se o animal de estimação fica num quarto só ou fora da casa, os alérgenos entrarão através da roupa.
 
Caso a opção seja ter um animal de estimação, o que não é aconselhável, não se deve permitir que ele entre no quarto da pessoa asmática nem que pise em tapetes ou móveis estofados, como sofás e poltronas. O ideal seria que ele ficasse apenas do lado de fora da casa, o que muitas vezes é impossível por se morar em apartamento. Seria conveniente restringir a movimentação do animal pela casa, fechar as portas de determinados quartos ou utilizar grades de segurança para impedir a entrada de cachorros ou gatos.

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