O QUE É A PNEUMONIA

O QUE É PNEUMONIA?
As pneumonias são infecções causadas por bactérias, fungos ou vírus que conseguem penetrar no interior dos pulmões.
 
COMO AS BACTÉRIAS OU VÍRUS PODEM PENETRAR NO INTERIOR DOS PULMÕES?
O mais comum é que as bactérias que habitam naturalmente a boca ou os seios da face consigam atingir os pulmões por uma falha no sistema de defesa do sistema respiratório. Elas geralmente são aspiradas através de microgotículas para dentro dos pulmões e isso pode acontecer durante o sono. São raros os casos em que a transmissão acontece de uma pessoa para outra, diferentemente da gripe.
 
Pessoas com dificuldades ou problemas de deglutição e portadores de doença do refluxo gastresofágico também estão mais sujeitos a desenvolverem pneumonia. Idosos portadores de doenças neurológicas muito freqüentemente possuem essas situações e acabam estando em maior risco de desenvolver pneumonia por causa da aspiração.
Há também germes que sobrevivem e se multiplicam em sistemas de ar condicionado central e podem provocar pneumonia. Manter esses equipamentos devidamente higienizados e realizar a manutenção adequadamente são importantes medidas na prevenção.
 
QUAIS OS TIPOS MAIS COMUNS DE GERMES CAUSADORES DE PNEUMONIAS?
Existe uma infinidade de bactérias e vírus que podem causar pneumonias. As bactérias mais comuns são o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Mycoplasma, Clamydia, Legionella (relacionada a sistemas de ar condicionado central), Haemophilus influenzae (mais comum em fumantes e portadores de DPOC), Klebsiella e enterobactérias (bactérias presentes nos intestinos). Entre os vírus, o Influenza é aquele que causa pneumonias mais graves, como na recente pandemia pelo tipo A-H1N1. Fungos podem causar infecções no pulmão, mas apenas raramente e em algumas situações de risco.
 
PNEUMONIA PODE MATAR?
As pneumonias são a maior causa de internações no Brasil, com aproximadamente 700mil/ano. O maior número de internações ocorre nos extremos de idade, isto é, nas crianças e nos idosos acima de 60 anos. São esses os grupos de maior risco de mortalidade provocada por pneumonias. No Brasil, as pneumonias ocupam o quarto lugar entre as causas de óbitos, sendo o risco maior entre os idosos. Portadores de doenças que levam ao comprometimento do sistema imunológico, como câncer, AIDS, lúpus, insuficiência renal ou diabetes, além dos fumantes, também estão mais expostos a esse risco.
 
COMO SABER SE EU TENHO PNEUMONIA?
Tipicamente as pneumonias se desenvolvem após uma gripe e provocam tosse, expectoração, mal estar geral e febre de rápida evolução (em poucos dias ou horas). Em algumas situações os sintomas podem ter evolução mais demorada, podendo demorar até 2 ou 3 semanas. Nestes casos, chamados de evolução atípica, predominam a falta de ar, tosse seca e dores musculares. Normalmente a pneumonia bacteriana se desenvolve após um episódio gripal pelo vírus influenza. Por isso é importante a vacinação anual contra a gripe na tentativa de se evitar ou diminuir o risco de morte por pneumonia.
 
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA PNEUMONIA?
O médico pode suspeitar de pneumonia através dos sintomas acima relatados pelo paciente associados ao exame clínico. O diagnóstico pode ser confirmado após a realização de uma radiografia do tórax. Na maioria das vezes, somente isso é preciso. Em situações mais graves e que requerem internação, a realização de exames mais específicos pode ser necessária.
 
O QUE É “PNEUMONIA DUPLA”?
Pneumonia é uma infecção do pulmão. As pessoas possuem dois pulmões e essa infecção pode acometer um pulmão ou os dois pulmões. O que habitualmente o leigo chama por pneumonia dupla é quando a infecção atinge os dois pulmões da mesma pessoa. Isso reflete maior gravidade, mas existem outros critérios que o médico avalia para se graduar essa intensidade da infecção que não apenas a radiografia de tórax. 
 
COMO É FEITO O TRATAMENTO DA PNEUMONIA?
O tratamento de qualquer pneumonia é feito com o uso de antibióticos. Cada germe possui um tipo específico de antibiótico a ser utilizado. O tratamento pode ser realizado em casa, tomando-se os antibióticos por via oral, ou dentro do hospital em regime de internação. Existe uma série de critérios de gravidade que o médico deve avaliar quando faz o diagnóstico de pneumonia para definir qual o melhor local de tratamento e qual o melhor antibiótico a ser utilizado.
 
COMO SE PREVENIR DA PNEUMONIA?
Não existe uma forma totalmente eficaz de se prevenir de uma pneumonia. Manutenção das condições de saúde através de boa alimentação, atividade física e repouso adequado são fundamentais para um bom equilíbrio do sistema imunológico. A forma mais adequada de prevenção contra o risco de morte por pneumonia é a vacinação anual contra a gripe, pois as pneumonias costumam ser complicações de uma gripe. Em idosos, a vacinação contra a gripe reduz cerca 50% a mortalidade por doenças respiratórias quando comparados aos não vacinados. Em portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC - bronquite e enfisema pulmonar), a redução da mortalidade chega a 70% com a vacinação.

Existe também dois tipos de vacinas específicas contra o pneumococo, principal bactéria causadora da pneumonia, que podem oferecer boa proteção contra a doença. A principal delas, a vacina conjugada, pode ser administrada a partir dos 50 anos de idade, mas também em crianças e em adlescentes e em pessoas com alto risco de adoecimento por essa bactéria como os idosos, diabéticos, alcoolistas, pessoas com doença renal, pulmonar (asma ou DPOC) ou doença cardíaca crônica e naquelas que precisaram remover o baço por algum motivo.
 
QUANDO SE VACINAR CONTRA A GRIPE?
A vacina deve ser tomada todos os anos, no período do outono (no Brasil, entre os meses de março a junho). Isso é recomendado porque a vacina precisa de 30 a 45 dias para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono garante-se máxima proteção contra o vírus influenza durante os meses mais frios.

EXISTE “RECAÍDA” DE PNEUMONIA?
Não existem “recaídas” de pneumonia, como os leigos habitualmente falam. Uma pneumonia adequadamente tratada é curada e não apresenta retorno. Quando ocorrem repetidamente episódios de pneumonia é necessária uma avaliação criteriosa dos motivos para isso ocorrer. Verificar se existe sinusite crônica, doença do refluxo, dificuldades à deglutição, deficiência do sistema imunológico, presença de câncer de pulmão ou alterações na estrutura pulmonar como bronquiectasias (dilatações permanentes dos brônquios) é fundamental para se entender o porquê de várias pneumonias em seqüência.
 
Existem situações em que a pneumonia pode evoluir com complicações como abscesso pulmonar ou derrame pleural, o que provoca o agravamento da situação e impede a cura. Essas complicações também devem ser avaliadas e tratadas caso existam.
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