BACTÉRIAS EMERGENTES

O QUE SÃO BACTÉRIAS EMERGENTES?
As bactérias constituem um grupo bastante amplo de microorganismos causadores de uma série de doenças. Nas últimas décadas, a incidência de muitos desses agentes nos seres humanos vem aumentando de forma significativa. Bactérias emergentes são microorganismos novos ou já conhecidos que, por algum motivo, adquiriram novo perfil de resistência a antibióticos, apresentando maior gravidade que os demais.


QUAIS A PRINCIPAIS BACTÉRIAS EMERGENTES NAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS?
Uma das principais bactérias pertencentes a este grupo, do ponto de vista pneumológico, é a Burkholderia cepacia, que causa infecções em pessoas portadoras de doenças pulmonares crônicas – como a Fibrose Cística (Mucoviscidose) e as bronquiectasias – agravando as doenças já existentes.
 
Há também a Stenotrophomonas maltophilia,  causadora de infecções hospitalares em indivíduos debilitados por ser resistente a muitos dos antibióticos atualmente disponíveis no mercado.
 
Já os bacilos entéricos (originalmente encontrados no intestino) podem ser encontrados nos pulmões de pessoas com doenças crônicas. Podem ser conhecidos como Klebsiella, Escherichia coli, Proteus, etc. Há uma variação delas, um tipo de Klebsiella mais conhecida como KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase), que pode causar pneumonia de modo grave e letal. É a bactéria que ficou conhecida na imprensa como a “superbactéria”, pois apresenta resistência a múltiplos antibióticos (aos carbapenêmicos, especialmente) e a capacidade de tornar resistentes outras bactérias. 
 
Existem também as micobactérias não-tuberculosas, bacilos do mesmo grupo do causador da tuberculose, e que cada vez mais são encontradas e podem causar sérias infecções pulmonares, muitas vezes confundidas com a própria tuberculose, porém com um tratamento diferente.
 

QUAIS OS PRINCIPAIS SINTOMAS DAS BACTÉRIAS EMERGENTES?
Tais bactérias não possuem sintomas característicos próprios e causam infecções comuns como a infecção urinária e a pneumonia. Os sintomas podem ser os mesmos de qualquer infecção por outras bactérias convencionais: febre, prostração, dores no corpo e tosse, quando ocorre pneumonia. No entanto, a evolução das infecções por essas bactérias costuma ser mais grave que nas infecções convencionais.
 

COMO OCORRE O CONTÁGIO?
A transmissão dessas bactérias emergentes geralmente ocorre em ambiente hospitalar através do contato com secreções de pacientes infectados. Isso acontece quando não são respeitadas as normas básicas de desinfecção e higiene. A KPC e a Escherichia coli, por exemplo, se alojam no tubo digestivo e podem ser eliminadas pelas fezes, contaminando outras pessoas pelo contato direto do paciente portador da bactéria com um cuidador, como, por exemplo o enfermeiro.
 
Crianças, idosos, pessoas debilitadas, com doenças crônicas e imunidade baixa ou submetidas a longos períodos de internação hospitalar (dentro ou fora da UTI) correm risco maior de contrair esse tipo de infecção.
 
O tratamento deve ser feito com antibióticos de uso hospitalar. A dificuldade para o tratamento da KPC é a sua resistência aos antibióticos mais modernos e recentes, dificultando a sua erradicação.
 
 
COMO FAZER A PREVENÇÃO CONTRA ESSAS BACTÉRIAS RESISTENTES?
O surgimento de bactérias resistentes a antibióticos tem sido relacionado a múltiplos fatores, sendo o uso indiscriminado dos antibióticos um dos mais importantes. A restrição à venda de antibióticos sem receita é um grande fator para se evitar o surgimento de novas bactérias resistentes.
 
O respeito às normas de higiene e desinfecção hospitalar é outra relevante medida. Os portadores dessas superbactérias devem ficar isolados nos hospitais até a erradicação da infecção.
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