AS DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO

QUAL A DIFERENÇA ENTRE GRIPE E RESFRIADO?
A principal diferença é a intensidade dos sintomas e tipos de vírus. A gripe é uma infecção mais grave e altamente contagiosa, causada pelo vírus influenza (figura). Os sintomas são bem definidos - febre alta, fortes dores de cabeça e no corpo, tosse seca, fraqueza e tem início súbito. Os resfriados são causados por outros vírus que não o influenzae, e os sintomas são mais brandos, febre não é comum, as dores no corpo e na cabeça são menos intensas e raramente ocorre fraqueza. Ambos são causados por vírus, mas são tipos diferentes.


 
 
QUAIS OS RISCOS QUE SE CORRE AO CONTRAIR UMA GRIPE?
Apesar de apresentar imagem de doença benigna, a gripe atinge 10% da população mundial e mata cerca de 1,5 milhões de pessoas por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que a gripe mate de 10 a 15 mil por ano. Idosos - com mais de 60 anos - crianças e pacientes com doenças crônicas são considerados público de alto risco, pois são os que mais sofrem com as complicações da gripe.

Os vírus podem determinar diminuição das defesas orgânicas locais e assim favorecer a proliferação de bactérias normalmente presentes na mucosa da boca e do nariz, provocando uma infecção local (sinusite) ou das vias respiratórias como um todo, até pneumonia, que seria a pior complicação e a que geralmente leva ao óbito.

COMO OCORRE O CONTÁGIO PELOS VÍRUS DA GRIPE?
É possível se contaminar pelos vírus da gripe por meio da tosse, espirro e fala de uma pessoa doente para uma pessoa sadia, diretamente pelo ar ou por objetos que foram manipulados pelo doente, o que é o mais comum. O indivíduo é contaminado quando inala as partículas do vírus ou quando toca os objetos contaminados e leva sua mão com os vírus aos olhos, nariz ou boca.

 
COMO SE PREVENIR DA GRIPE?
A forma mais indicada de prevenção é a vacinação anual e é eficaz. Além disso, a imunização é importante para se evitar as complicações da gripe, como uma pneumonia, por exemplo. Em idosos, a vacinação reduz cerca 50% a mortalidade por doenças respiratórias quando comparados aos não vacinados. Em portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC, bronquite e enfisema pulmonar), a redução da mortalidade chega a 70% com a vacinação.

ALÉM DA VACINA, QUAIS OUTRAS FORMAS DE PREVENÇÃO DA GRIPE?
A melhor forma de prevenção contra a gripe, além da vacinação anual, é manter os ambientes sempre limpos e ventilados e a higiene constante das mãos com água e sabão. A higiene com álcool-gel também é uma boa forma de prevenção. Não há medicamentos profiláticos para a gripe.

 
QUANDO SE VACINAR CONTRA A GRIPE?
A vacina deve ser tomada todos os anos, no período do outono (no Brasil, entre os meses de março a junho). Isso é recomendado porque a vacina precisa de 30 a 45 dias para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono garante-se máxima proteção contra o vírus influenza durante os meses mais frios.
 
QUEM PODE TOMAR A VACINA?
A vacina é indicada para pessoas idosas e pacientes de alto risco, que são mais suscetíveis às complicações da gripe, tais como portadores de doenças respiratórias crônicas, diabetes, doença renal crônica, doença cardíaca, doenças auto-imunes, câncer, entre outros. Porém, qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade que queira evitar a doença, e que não possua contra-indicações à vacina, pode ser vacinada. Além de reduzir a incidência da própria gripe, também diminui os índices de pneumonias.
 
QUAIS AS CONTRA-INDICAÇÕES DA VACINA?
Pessoas alérgicas ao ovo, o que é muito raro, não devem tomar a vacina. Pessoas com quadro de doenças como gripe, resfriado ou estado febril também devem esperar para se imunizar.
 
DO QUE É FEITA A VACINA DA GRIPE?
A vacina da gripe é constituída por componentes inativados dos três tipos mais frequentes de vírus influenza que provocaram epidemias no ano anterior. Pelo fato de o influenzae ser muito sujeito a sofrer mutações, há a possibilidade de um novo tipo de vírus circular pelo meio ambiente e não ser coberto pela vacina. Também outros vírus causadores de resfriados comuns não são cobertos pela vacina da gripe.
 
A VACINA DA GRIPE PROTEGE EM 100% DOS CASOS?
Mesmo vacinado, o indivíduo não está 100% protegido. A proteção proporcionada por estas vacinas não envolve nas suas composições todos os vírus e bactérias que potencialmente podem levar à infecção respiratória. Por isso, mesmo pessoas que foram vacinadas podem, eventualmente, ser vítimas de infecções. Isso não é motivo para deixar de se vacinar, pois o risco de adoecer fica bem reduzido após a vacina da gripe.

Pesquisas recentes também mostraram que as pessoas que contraem gripe têm maior risco de morrer por infarto agudo do miocárdio na primeira semana de infecção. Quem recebe vacina contra a gripe todos os anos é menos propenso a ser hospitalizado com infecção grave por Influenza ou a morrer do que aqueles que se vacinam apenas esporadicamente.

A VACINA DA GRIPE POSSUI EFEITOS COLATERAIS?
Apenas 4% dos indivíduos normais e até 20% dos portadores de DPOC podem ter algum efeito colateral após a vacinação contra a gripe. Normalmente esses efeitos são discretos e se parecem com um resfriado leve: dores musculares, cansaço, dor de cabeça e febre baixa. Algumas pessoas podem apresentar dor e vermelhidão no local da injeção. Convém salientar que a vacina não provoca a gripe. Como a vacina leva até 4 semanas para exercer seu efeito protetor, se a pessoa entrar em contato com o vírus ou se o virus já estiver em incubação nesse período, ela pode desenvolver a gripe.
 
CASO A GRIPE APAREÇA, QUAL A MELHOR FORMA DE TRATÁ-LA?
Existem no mercado diversos remédios antivirais que aliviam os sintomas e encurtam o período da gripe. Esses medicamentos devem ser tomados muito precocemente, dentro das primeiras 48 horas do início dos sintomas, o que é raro de acontecer. Caso ocorra a gripe, o mais recomendado é manter uma boa alimentação e descansar. Devem-se evitar as soluções de amigos ou balconistas, pois geralmente trazem prejuízo à pessoa. Não há evidência científica que a suplementação de vitamina C ajude na cura ou prevenção da gripe. Se os sintomas persistirem por mais de cinco dias, procure um médico.
 
TOMAR VITAMINA C PREVINE OU CURA RESFRIADOS?
Estudos científicos ainda não confirmaram qualquer efeito benéfico da vitamina C na prevenção ou tratamento do resfriado comum. Pelo contrário, o uso de altas doses de vitamina C, além do custo que representa, pode determinar complicações como a formação de cálculos urinários ou o "escorbuto de rebote" (doença produzida pela deficiência de vitamina C) nos filhos lactentes de mães usando altas doses de vitamina C.

AS DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO

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