ENTENDA O QUE É O TABAGISMO

QUAL A RELAÇÃO DO CIGARRO E O RISCO DE MORRER? 
O fumo causa cerca de 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares, diversos tipos de câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas. A cada ano cerca de três milhões de pessoas morrem precocemente devido a alguma doença relacionada ao tabaco. 
 
Pesquisas apontam que 45% das mortes por infarto do miocárdio, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC-comumente conhecida por enfisema pulmonar e bronquite crônica), 25% das mortes por doença cerebrovascular (derrame cerebral) e 30% das mortes por câncer podem ser atribuídas ao cigarro. Em média, cerca de metade das pessoas que fumam morrerão de alguma doença relacionada ao cigarro.
 
CIGARROS DE BAIXOS TEORES SÃO MENOS PREJUDICIAIS? 
Na composição do cigarro existem mais de 4.700 substâncias. A substância responsável pela dependência química é a nicotina. Várias outras, derivadas do alcatrão, são responsáveis pelos vários tipos de câncer ligados ao cigarro. Baixo teor refere-se a uma menor liberação de alcatrão e nicotina pelo cigarro durante o ato de fumar, mas não necessariamente a menor liberação de todas as outras milhares de substâncias que compõem o cigarro: gases irritantes da mucosa respiratória; monóxido de carbono, etc.
A diminuição da concentração de alcatrão e nicotina não leva a uma redução dos seus efeitos devido a vários fatores:
  • os fumantes compensam a diminuição dos teores aumentando o número de cigarros/dia ou inalando mais profundamente a fumaça;
  • a concentração medida do cigarro pode não corresponder à produção de alcatrão e nicotina quando o cigarro é realmente fumado;
  • há grande variedade de aromatizantes e aditivos que são colocados no cigarro para compensar os baixos teores.
São segredos comerciais e são colocados sem informação da sua presença ao público e nem seus possíveis efeitos tóxicos.
 
EXISTE ALGUM NÍVEL SEGURO PARA O CONSUMO DE CIGARRO?
Não existe nível seguro para consumo do cigarro. O mesmo vale para outros tipos de fumo tais como charutos, cigarros e o narguilé.
 
EXISTEM RISCOS DIFERENTES DE DOENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES QUE FUMAM?
O cigarro causa problemas semelhantes de saúde no homem e na mulher. No entanto, existem riscos adicionais de acordo com o sexo. No homem há declínio na fertilidade e na potência sexual. Nas mulheres eleva-se a taxa de infertilidade, trabalho de parto prematuro, recém-nascidos com baixo peso, menopausa precoce e osteoporose. Mulheres que fumam e usam pilulas anticoncepcionais tem o risco muito aumentado de doenças cardíacas e vasculares.
 
As mulheres têm maior dificuldade em largar o tabagismo, além de serem mais propensas a recaídas após a cessação. Segundo a pesquisa da Vigitel 2013, do Ministério da Saúde, o número de ex-fumantes no país é maior entre os homens (26,0%) do que entre as mulheres (18,6%). A causa para isso ainda não está totalmente esclarecida, mas acredita-se que possa estar envolvido nisso fatores hormonais, psicológicos e sociais.
 
QUAIS OS RISCOS DO CIGARRO PARA QUEM NÃO FUMA (TABAGISMO PASSIVO)?
Além dos efeitos danosos para os fumantes, o tabagismo atinge os não fumantes que convivem em ambientes fechados com quem fuma – o fumante passivo. O fumante passivo é contaminado pela fumaça que sai da ponta do cigarro e que contém três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas que a fumaça que o dependente inala. Isso aumenta em 30% o risco do fumante passivo desenvolver câncer de pulmão e em 24% o risco de ter um infarto agudo do miocárdio.
 
Já foi demonstrado que mulheres não fumantes que convivem com marido fumante possuem risco aumentado para câncer de pulmão que aquelas que não convivem com fumantes. Garçons que trabalham em ambientes com fumantes apresentam em média chance duas vezes maior de desenvolver câncer de pulmão. Crianças fumantes passivas apresentam mais infecções respiratórias, infecções de ouvido, crises de asma, doença cardiovascular e até câncer de pulmão na idade adulta.
 
AS CAMPANHAS CONTRA O CIGARRO SÃO EFICAZES?
Cerca de um terço da população adulta mundial é fumante. Enquanto a o número de fumantes vem caindo nos países desenvolvidos, o consumo de cigarro aumentou nos últimos trinta anos nos países em desenvolvimento. Medidas como taxação sobre o preço do cigarro, restrições sobre propaganda e campanhas de orientação se mostraram efetivas em reduzir o vício nos países onde foram adotadas.
 
O Brasil é o segundo maior produtor de tabaco em folha do mundo, é o primeiro exportador mundial e possui um dos cigarros mais baratos do mundo. Mesmo com essas dificuldades, o consumo anual de cigarros caiu entre 1980 e 2003 em 43%. Como resultado das ações desenvolvidas para controle do tabagismo, neste mesmo período o número de fumantes no Brasil caiu de 32% do total da população para 19%, uma redução de quase 50%.
 
Estratégias que reconhecidamente aumentam as tentativas de parar de fumar incluem as campanhas na mídia, o aumento da taxação do cigarro e as leis que restringem o fumo em ambientes públicos e locais de trabalho.
 
POR QUE É DIFÍCIL PARAR DE FUMAR?
É difícil parar de fumar devido ao fato do cigarro provocar dependência química e dependência psicológica. A nicotina é uma droga que age no cérebro e induz à sensação de euforia e bem estar, melhora a atenção e a capacidade de concentração. O uso frequente da droga leva à situação de dependência química, causada pelo aumento no cérebro de uma substância chamada dopamina.
 
A liberação de dopamina também é estimulada por outras drogas como a cocaína, anfetaminas, maconha e álcool. Quando se interrompe o uso da nicotina, ocorrem sintomas característicos que fazem o fumante buscar novamente o cigarro, tais como a compulsão pela droga, ansiedade, irritabilidade, depressão, tremores, aumento do apetite (especialmente para doces), sudorese, taquicardia e vários outros. Esses sintomas são conhecidos como “Síndrome de Abstinência”.
 
O hábito que os fumantes adquirem, que pode ser relacionado à chamada dependência psicológica, é outro fator que dificulta muito o abandono do vício. A dependência psicológica causada pela nicotina só pode ser comparada com a dependência provocada pela heroína.
 
A pequena repercussão em curto prazo dos malefícios provocados pelo cigarro (as doenças costumam se manifestar após muitos anos de vício), além da sua aceitação social por ser considerado uma droga lícita, colaboram para a dificuldade no abandono do cigarro.
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