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NOVOS ESTUDOS DEMONSTRAM QUE NÃO HÁ RELAÇÃO ENTRE DIETA E O CÂNCER

Dar uma passada numa livraria ou navegar pela internet pode deixar a impressão que evitar o câncer é praticamente uma questão de observar o que se come. Várias autores alardeiam os poderes protetores dos alimentos "funcionais", ricos em "antioxidantes" e outras substâncias ou aconselham os leitores a copiar as dietas de homens das cavernas, moradores da região do Mediterrâneo ou orientais. Porém, existe uma divisão entre o que é folclore e ciência. 

O Congresso Anual da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, realizado neste mês de abril,  mostrou que não há resultados convincentes relacionando dieta e câncer. Na sessão plenária de abertura, Walter C. Willett, epidemiologista de Harvard que estuda o assunto há anos, informou que existem poucas provas de que frutas e verduras protejam ou que alimentos gordurosos sejam ruins.

Não há relação comprovada entre comidas gordurosas ou ingestão de fibras e câncer. O mesmo vale para a ingestão de carne vermelha, que não possui relação com o câncer de intestino. Um estudo sugeriu que um homem de 50 anos que come uma quantidade grande de carne vermelha (150 gramas diárias) aumenta as chances de ter câncer colorretal de 1,28% para 1,71% durante a década seguinte. Do ponto de vista individual, as chances são pouco preocupantes. 

Os resultados atuais, elaborados por protocolos prospectivos, derrubam antigos mitos criados a partir de estudos retrospectivos e sem base sólida. Vale lembrar que controlar a obesidade e o excesso de álcool é importante para o câncer tanto quanto o é para doença cardíaca, diabetes, hipertensão, derrame e outras doenças.

Você pode ler essa matéria na íntegra clicando aqui.

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